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18 de dezembro de 2020 · Turismo

Turismo Centro de Portugal apresentou processo de certificação do Caminho Português de Santiago

·         Entidade estabeleceu protocolo de cooperação com os 20 municípios da região atravessados pelos itinerários Caminho Central e Via Portugal Nascente….

Turismo Centro de Portugal apresentou processo de certificação do Caminho Português de Santiago

·         Entidade estabeleceu protocolo de cooperação com os 20 municípios da região atravessados pelos itinerários Caminho Central e Via Portugal Nascente.

Data: 18/12/2020

O  Turismo Centro Portugal  assinou um protocolo de cooperação com 20 municípios da região, com o objetivo de acelerar a certificação e dinamização do  Caminho Português de Santiago , nos seus itinerários Caminho Central e Via Portugal Nascente. Estes dois percursos atravessam o território do Centro de Portugal, ao longo de 210 e 199 quilómetros, respetivamente.

No Centro de Artes de Águeda foi assinado o protocolo com os 12 municípios da região Centro atravessados pelo Caminho Central, que são, de sul para norte: Vila Nova da Barquinha, Tomar, Ferreira do Zêzere, Alvaiázere, Ansião, Penela, Condeixa-a-Nova, Coimbra, Mealhada, Anadia, Águeda e Albergaria-a-Velha. O Caminho Central segue depois para norte, até terminar em Santiago de Compostela.

Na Casa das Artes e da Cultura do Tejo, em Vila Velha de Ródão, o protocolo foi assinado pelas oito edilidades da região por onde passa a Via Portugal Nascente. De sul para norte: Vila Velha de Ródão, Castelo Branco, Fundão, Covilhã, Belmonte, Guarda, Celorico da Beira e Trancoso. Em Trancoso, esta rota de peregrinação entronca no caminho de Torres, que procede de Salamanca e termina, naturalmente, na Galiza.

O protocolo agora assinado estipula que o  Turismo Centro de Portugal  é a entidade gestora do Caminho Português de Santiago, ao longo do território da Região Centro. Os autarcas que não puderam estar presentes vão assinar o protocolo oportunamente. Nas sessões de assinatura do protocolo foram apresentados os passos que já foram dados no processo de certificação dos caminhos.

Pedro Machado , presidente do Turismo Centro de Portugal, realçou a importância e o potencial de atratividade turística do Caminho Português de Santiago.

“O Caminho Português de Santiago representa uma fatia importante do número de peregrinos que se deslocam a Santiago de Compostela, tendo sido o segundo mais usado no último Jubileu. Entre 2011 e 2019, duplicou o número de peregrinos que fazem o Caminho Central, que passaram de 183 mil para cerca de 350 mil” , salientou Pedro Machado, recordando que  “este é um caminho para todos” , uma vez que  “40% das pessoas que fazem o Caminho de Santiago têm motivação religiosa e 49% têm motivação cultural ou outra” .  Quase todos percorrem o trajeto a pé (327 mil em 2019), mas há quem o faça de bicicleta (19 mil), a cavalo ou até em cadeira de rodas.

“Estes Caminhos têm duas vias, ascendente e descendente. É nossa ambição que, a longo prazo, os peregrinos façam o percurso inverso, descendo até ao Centro de Portugal, o que permitirá reforçar, ainda mais, as estreitas ligações entre esta região e o mercado turístico espanhol” , acrescentou.

Inscrição do Caminho Português como Património da Humanidade Os Caminhos Portugueses de Peregrinação a Santiago de Compostela foram inscritos na lista Indicativa de Portugal a Património Mundial UNESCO em maio de 2016. Para que tal classificação seja concedida, é necessária a certificação dos caminhos. O Decreto-Lei n.º 51/2019, de 17 de abril, veio regular a valorização e promoção do Caminho de Santiago, através da certificação dos seus itinerários.

José Luís Sanches , presidente da associação de peregrinos Via Lusitana, parceiro nesta certificação, explicou nas apresentações que, para um itinerário ser certificado, tem de obedecer a um conjunto de requisitos, nomeadamente a  “fundamentação do uso consistente do itinerário de peregrinação, comprovado por fontes históricas, vestígios materiais ou tradição documentalmente registada”  e a  “identificação e caracterização do património cultural e natural e justificação da sua associação ao itinerário” , entre outros.

Durante o processo de certificação em curso, foram identificadas as várias etapas dos itinerários, com indicação de início, fim e extensão de cada uma, assim como da sua altimetria, grau de dificuldade e tipo de uso. Outros critérios exigíveis para a certificação dos itinerários são a disponibilização de equipamentos de apoio aos peregrinos, incluindo locais para dormir, locais para preparar ou servir refeições e tomar banho, desejavelmente a cada 20 quilómetros, bem como pontos de descanso com sombra, dotados de água potável, desejavelmente a cada 10 quilómetros.

Sobre o Turismo Centro de Portugal:

O Turismo Centro de Portugal é a entidade que estrutura e promove o turismo na Região Centro do país. Esta é a maior e mais diversificada área turística nacional, abrangendo 100 municípios, e tem registado um intenso crescimento da procura interna e externa. É a região a escolher para quem pretende experiências diversificadas, pois concilia locais Património da Humanidade com a melhor costa de surf da Europa, termas e spas idílicos, locais de culto de importância mundial e as mais belas aldeias.