Caderno sectorial
Edições
Transformar conteúdo em património.
Na edição, não se comunica. Constrói-se memória. Um livro não é apenas um objeto. É um registo. Uma forma de fixar identidade no tempo.
O Atelier do Caractere tem desenvolvido projetos editoriais que cruzam marcas, território, cultura e pessoas. Projetos onde o design, a fotografia e a narrativa trabalham em conjunto para transformar conteúdo em património.
Casos seleccionados
01
Valongo, uma História do Pão
Preservar memória. Dar forma a um território.
- Cliente
- Câmara Municipal de Valongo
- Ano
- 2025
- Autoria
- Olga Cavaleiro
- Âmbito
- Design editorial, fotografia e produção visual
O contexto
Valongo tem séculos de tradição ligada ao pão. Moletes. Regueifa. Biscoitos. Mais do que produtos – identidade.
O desafio era simples. E exigente: transformar essa memória num livro.
A estratégia
Criar um objeto editorial com valor cultural. Não apenas informativo. Mas sensorial. Trabalhar três dimensões: território, pessoas e património. E dar-lhes forma visual.
A operação
- conceção gráfica e paginação editorial
- produção fotográfica original
- reportagens no território
- construção de linguagem visual coerente
A fotografia assumiu um papel central: padarias e biscoitarias, processos tradicionais, produtos, espaços e paisagens.
Resultados
- valorização do património gastronómico
- preservação da memória coletiva
- reforço da identidade territorial
Mais do que um livro.
Um registo cultural.

Fornada de moletes — forno de lenha tradicional 
Laminagem da massa — padaria tradicional de Valongo 
Trabalho de massa — gesto e ofício 
Biscoitos tradicionais — regueifa e variedades 02
70 Anos, 70 Histórias — Sociedade Comercial C. Santos
Transformar história em ativo de marca.
- Cliente
- Sociedade Comercial C. Santos
- Período
- 2014 – 2015
- Âmbito
- Projeto editorial, conteúdos, fotografia e coordenação global
O contexto
70 anos de história. Uma marca sólida. Reconhecida. Com legado. Mas a história não estava contada.
A estratégia
Não fazer um livro institucional. Fazer um livro humano. Contar a história através de quem a viveu. 70 anos. 70 histórias. Clientes. Colaboradores. Figuras públicas. Pessoas anónimas.
A operação
- conceção estratégica do livro
- investigação histórica
- recolha presencial de testemunhos
- redação da história institucional
- coordenação editorial
- produção fotográfica
Foi criado um estúdio fotográfico interno. Cada pessoa retratada com um elemento distintivo. Cada história com identidade própria.
A dimensão narrativa
Meses de escuta. Curadoria. Organização de memória. Uma obra que cruza história empresarial, contexto nacional, cultura de marca e dimensão humana.
Resultados
- valorização da história e reputação
- reforço da ligação emocional à marca
- transformação de memória em ativo
Mais do que um livro.
Um legado organizado.

Juntos — capa do livro comemorativo dos 70 anos 
Sobrecapa e contracapa — fachada histórica e texto de abertura 03
Os Últimos Heróis — Pepe Brix
Dar rosto à memória. Honrar uma cultura.
- Cliente
- Riberalves
- Ano
- 2015
O contexto
A pesca do bacalhau faz parte da identidade portuguesa. Mas estava a desaparecer. E com ela, as histórias.
A estratégia
Ir além do produto. Posicionar a Riberalves como guardiã de memória. Transformar um trabalho documental num projeto editorial.
A ideia
Dar forma ao trabalho de Pepe Brix. Um olhar único sobre os últimos bacalhoeiros portugueses. Nasceu assim: «Os Últimos Heróis».
A operação
- conceção da parceria com o autor
- estruturação do projeto editorial
- acompanhamento da produção do livro
- comunicação e relação com media
- logística de apresentações
Resultados
- cobertura mediática relevante
- valorização cultural do projeto
- reforço emocional da marca
Aqui, a comunicação não falou de bacalhau.
Falou de quem o viveu.

Capa do livro — Os Últimos Heróis · Pepe Brix 
Exposição «Código Postal: A2053N» — Museu Marítimo de Ílhavo 
Apresentação pública do projeto 
Sessão de lançamento — público presente